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"O Legado dos Judeus à
Cidade de São Paulo" - Coordenação: Anita Novinsky
Mesa Redonda:
“Bandeirantes, “judeus” e a guerra das missões – uma nova reflexão”
Anita Novinsky
(USP)
Eduardo Bueno (Jornalista e Escritor)
John Monteiro (UNICAMP)
Debatedores:
Marcelo Amaral
Paulo Valadares
Exposições:
Genealogias:
Trajetórias Ilustres - Humanistas, Políticos e Administradores
Documentos:
Aventureiros e Rebeldes: os bandeirantes cristãos-novos
No aniversário de 450 anos da cidade de São Paulo, não podemos esquecer
os sefaradis que aqui chegaram, fugitivos das perseguições e das
fogueiras da Inquisição. Convertidos pela força, todos os judeus em
Portugal de 1.497 e seus descendentes sofreram, na pátria que amavam,
as conseqüências de uma política anti-semita que os excluía de toda
participação na sociedade.
No século XVI, a imigração na maior parte dos países da Europa, estava
oficialmente fechada para os judeus. Embarcar nas naus que saiam do
Tejo era o hastear de uma esperança e, o maior número de
cristão-novos, conversos ou marranos, que saíam de Portugal nos
séculos XVI e XVII dirigiram-se para o Brasil num movimento
imigratório ininterrupto que durou mais de três séculos.
Fugindo do terror inquisitorial, os intrépidos e aventureiros
sefaradis (cristão-novos) chegaram às terras de Piratininga onde, com
mãos vazias, iniciaram o cultivo da terra, plantaram e lançaram as
bases de São Paulo de hoje.
Quem eram esses rudes e rebeldes homens? Não se sabia até há pouco
tempo. As novas pesquisas realizadas em arquivos portugueses trouxeram
informações verdadeiramente surpreendentes sobre a origem judaica dos
primeiros paulistas, cujos descendentes constituem hoje as mais
antigas e tradicionais famílias brasileiras.
Trouxemos para esta exposição algumas informações sobre a origem
judaica de ilustres brasileiros do período colonial bem como da época
contemporânea e ressaltamos a epopéia realizada pelos sefaradis que
ficaram conhecidos como bandeirantes. |
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Verdadeiros revolucionários, esses homens desbravaram sertões e
florestas e, com verdadeiros séqüitos de brancos, índios e mamelucos,
enfrentara, todas as vicissitudes, o medo, a doença, a fome, numa
aventura sem precedentes que ultrapassa hoje nossa compreensão.
Fizeram guerra, lutaram contra os nativos e contra os religiosos e
conquistaram terras para a Coroa portuguesa. Ou será que lutaram por
uma terra para si?
A sua história é mal conhecida. O verdadeiro motor da guerra que os
cristãos-novos travaram com as reduções jesuíticas, suas irreverências
religiosas, sua resistência em acompanhar os padrões impostos pela
Igreja, sua fúria contra os jesuítas espanhóis, suas práticas
judaicas, são temas abertos para futuras pesquisas.
Esta exposição é apenas uma pequena mostra do novo capítulo que se
abre na história do Brasil.
Anita Novinsky |
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